Vejamos o caso do presidente afastado da OAB Mossoróc Hermerson Pinheiro. Ele está com outra mulher, mesmo sendo casado, dentro do carro as 4h30 da manhã, o assunto é privado. A mulher ter descido do carro para tirar satisfação, assunto privado, mas por ser em via pública, pode ser motivo de comentários.
O cargo ocupado por ele, presidente da OAB Mossoró, qualquer que seja o fato, acaba sendo público devido a representatividade e por ser um ente político.
O problema é o que vem depois, partir para cima da esposa de forma violenta, quebrar o celular dela, empurrar e esculbar com a cônjuge, aí já deixa de ser privado, ultrapassa o público, vai para esfera penal. O pior vem depois, abandonar a pessoa que estava com ele no meio da rua, jogada em uma calçada, sem nenhuma condição totalmente vulnerável.
Um comportamento abominável, reprovável, egocêntrico, tacanho e de repulsa social. Não conheço Hermerson, mas em poucas horas ele conseguiu destruir a própria imagem e ainda ficar com uma dívida com a sociedade.
Porém, tem porém, a retirada do direito de trabalhar como advogado é uma pena que joga o sujeito para a clandestinidade, tira qualquer meio de recuperação e reparação até para as vítimas. Tirar o direito de advogar é uma "prisão perpétua". Os danos dos seus atos devem ser revertidos para as duas vítimas e alguma prestação social. A dificuldade profissional já vai existir pelo próprio ato. Não existe mais condições de continuar na presidência da Ordem, mas tem que ter o direito de tentar recomeçar. Que depois dos 90 dias se suspensão que ele possa voltar a trabalhar.