Foram cerca de dois anos de protagonismo no Tribunal Superior Eleitoral. Alexandre de Moraes deixa hoje o cargo que lhe deu autonomia e representatividade para participar diretamente das decisões mais importantes do processo eleitoral no Brasil. As eleições de 2022 estarão sempre marcadas pela presença de Moraes, que em todos os momentos apresentou sua credencial no cargo que ocupava.
As principais críticas a Alexandre de Moraes sempre foram suas decisões seletivas, encaradas pela direita como censura. Suas decisões foram mais rigorosas contra a direita, que também o acusa de extrapolar suas atribuições e funções. As tensões com o governo Bolsonaro o colocaram como um dos principais alvos dos apoiadores do ex-presidente, que também o acusam de interferir diretamente no cenário político.
Moraes, a partir de agora, perde força e abre espaço para a ministra Cármen Lúcia, que assume hoje a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela segunda vez (a primeira foi em 2012).