Eu quero ir para a final da Champions League. Quero ver Vinicius Junior jogando. Quero também ter seguranças que me acompanhem em qualquer lugar do mundo e andar de primeira classe em avião. Um dia eu irei fazer isso, mas farei com o meu dinheiro.
O ministro do Supremo também pode ter esses desejos que eu tenho. Com absoluta certeza eles tem mais dinheiro do que eu para realizar isso. E podem fazer como bem entender. Só não faz sentido que você e eu paguemos por isso. Nem faz o menor sentido o STF não ser claro com as despesas que cobrem para seus ministros fazerem suas tarefas. Se há justificativas para um ministro ter segurança em jogos da champions league, que as apresentem.
Imagino que o tipo de juiz usado para uma final de futebol tenha competências diferentes do serviço prestado pelos ministros. O STF tem perdido sua função jurídica e tem dispensado muito foco em sua luta política.