O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Luiz Seneme, contradisse as acusações de supostas fraudes no resultado de partidas do Campeonato Brasileiro. Em seu depoimento à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, disse que as acusações feitas por John Textor, dono da SAF do Botafogo, não merecem credibilidade. A notícia é da Gazeta Esportiva e foi tema do programa Futebol Nordeste (96FMEsportes) - veja no link abaixo:
"Em termos de CBF, zero. Dou a ele zero por cento de possibilidade. Com a experiência que tenho, não vi e não identifiquei nenhuma ação que possa dar a mínima referência e transformá-la em algum tipo de manipulação de resultado. Erros de arbitragem ocorrem. Mas, transformar um erro de arbitragem em denúncia por manipulação de resultado, na minha visão, é uma ação irresponsável", afirmou Seneme, segundo a Agência Senado.
Jorge Kajuru (PSB-GO), senador e presidente da CPI, falou em possíveis punições ao dono da SAF do Botafogo. "Se ele (John Textor) não provar absolutamente nada, tem que ser banido do futebol brasileiro e expulso do país por toda a bagunça que está criando", disse o parlamentar.
O empresário norte-americano denunciou suposta manipulação do VAR) durante um jogo entre Botafogo e o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro 2023. O ex-jogador Romário (PL-RJ), atualmente senador e relator da CPI, questionou o presidente da Comissão de Arbitragem sobre a confiabilidade do sistema utilizado pela CBF.
"O VAR não é o VAR do Brasil. É o VAR da Fifa. O modo como se opera a tecnologia do VAR e como os árbitros trabalham é o mesmo na China, no Japão, na Inglaterra, no Paraguai, no Brasil e na Argentina. É um padrão único", respondeu Seneme.