Um porta-voz do Serviço Secreto dos Estados Unidos admitiu nesta segunda-feira (15) que não foi feita uma varredura no prédio onde o atirador de Donald Trump estava.
O ex-presidente republicano foi alvo de um atentado no sábado (13), durante um comício na Pensilvânia, mas teve apenas ferimentos na orelha.
O QUE ACONTECEU
Serviço Secreto usou policiais locais para garantir a segurança no prédio. Um porta-voz confirmou à CNN que, durante o comício, deveria ter havido agentes postados naquela área, mas não soube explicar a posição exata, nem dizer qual polícia estava responsável por cuidar do local. Outra fonte com conhecimento sobre o Serviço Secreto citou patrulhas móveis como parte de alguns planos operacionais. O nome do porta-voz não foi informado pela emissora.
Atirador de Trump foi visto por testemunhas, que alertaram policiais. Sua movimentação foi gravada por pessoas que não conseguiram entrar no comício. Elas acompanhavam o discurso do ex-presidente do outro lado de um alambrado, por um telão. "Eles [policiais] tiveram bastante tempo e oportunidade para eliminar a ameaça", diz o texto escrito em um dos vídeos.
Parceria com forças de segurança locais é prática comum no Serviço Secreto. A Convenção Nacional Republicana, que começa hoje, contará com o mesmo esquema de segurança, segundo a CNN.
Diretora disse estar confiante no plano elaborado para a Convenção. Em comunicado oficial, Kimberly Cheatle afirmou que as medidas de segurança foram revisadas após o atentado na Pensilvânia e que o Serviço Secreto continuará a fazer adaptações "conforme for necessário". "Além dos reforços adicionais de segurança que fornecemos ao ex-presidente Trump em junho, também implementamos mudanças (.) para garantir sua proteção contínua durante a convenção e o restante da campanha", informou a diretora do Serviço Secreto.
"O Serviço Secreto está trabalhando com todas as agências federais, estaduais e locais envolvidas para entender o que aconteceu, como aconteceu e como podemos evitar que um incidente como este ocorra novamente. (.) Temos a enorme responsabilidade de proteger os líderes atuais e anteriores de nossa democracia. É algo que levo extremamente a sério, e estou comprometido em cumprir essa missão", Kimberly Cheatle, diretora do Serviço Secreto, em nota.
UOL