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Microempresas salvaram geração de emprego no RN
economia

Manutenção do ICMS em 18% e novo Plano Diretor de Natal elevam empregos no 1º semestre deste ano

O Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2024 com um saldo positivo de 13.060 novos postos de trabalho, puxado pelos setores de serviços, construção civil e comércio. Juntos, esses segmentos geraram , de janeiro a junho deste ano, 12.400 vagas, correspondendo a 94,9% do total de empregos formais criados no Estado. De acordo com representantes do setor produtivo desses segmentos, contribuíram para essa alta fatores como a oferta de mais crédito, a manutenção da alíquota do ICMS em 18%, as mudanças no Plano Diretor de Natal e a consolidação de obras de infraestrutura.


De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) o RN teve o terceiro melhor desempenho do Nordeste, com o setor de serviços registrando saldo de 10.623 postos; o de construção civil, 3.050 empregos e o comércio, 1.777 novas vagas.


Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio-RN, disse que mais crédito e a manutenção da alíquota do ICMS em 18%, movimentaram a economia e resultaram no aumento de contratações para o setor de comércio e serviços. “O aumento de 13,6% no volume de crédito ofertado no mercado e diretamente ao consumidor, os festejos juninos, a manutenção do modal de ICMS e o aumento da renda média do trabalhador, que subiu cerca de 9% no período, são os fatores principais para o desempenho do emprego formal no RN no primeiro semestre do ano”, disse Queiroz.


Já o presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon), Sérgio Azevedo, afirma que a boa performance do setor tem a ver com as mudanças do Plano Diretor de Natal, a alíquota do ICMS e a consolidação de obras de infraestrutura, dentre outros fatores. “A redução do ICMS [de 20% para 18%] é positiva, porque a gente consegue diminuir os gastos com materiais e, por consequência, o custo geral da construção fica mais barato em relação a outros estados”, inicia Sérgio Azevedo.


“Além disso, temos a consolidação de vários projetos de incorporações, que estão começando a ser executados agora em razão das alterações do Plano Diretor de Natal, os investimentos em estradas feitos pelo Governo do Estado e algumas obras de estrutura no setor de energia renovável”, cita o presidente do Sinduscon. As perspectivas para o setor, segundo Azevedo, seguem positivas para o segundo semestre do ano.


Segundo ele, com o andamento das obras iniciadas agora, o segmento deve continuar sendo impactado positivamente, inclusive, nos próximos três anos. “Acredito que, para este semestre, nós vamos continuar ‘surfando a mesma onda’ [de bom desempenho]. E os empregos vão continuar existindo, porque as obras seguirão por dois ou três anos”, aponta Sérgio Azevedo.


Do mesmo modo, a Fecomércio avalia que o segundo semestre de 2024 será de bons números para o emprego no RN. “A perspectiva é um segundo semestre de resultados também positivos, diante de um cenário de expansão das vendas dos setores de comércio e serviços, aliado a uma menor taxa de desemprego, de juros e perspectivas de maior crescimento econômico”, afirma Marcelo Queiroz, presidente da Federação.


Queiroz chama a atenção para a necessidade de manter os dois setores aquecidos. “Pelo peso que esses setores têm, quando eles se aquecem, estimulam um forte e ágil círculo virtuoso na economia. Uma menor carga tributária estimula os empresários a investir mais nos negócios e uma das áreas beneficiadas é a geração de empregos”, cita Queiroz, ao mencionar os efeitos da manutenção da alíquota de ICMS para o cenário.


“Manter o modal de ICMS em 18% resultou na injeção de aproximadamente R$ 300 milhões que seriam pagos em impostos no mercado consumidor. Tudo isso movimenta a economia e, consequentemente, resulta nas novas contratações. Aqui também é importante mencionar o impacto das festas juninas. Segundo dados do Instituto Fecomércio RN, as grandes festas realizadas em municípios como Assú e Mossoró movimentaram pouco mais de R$ 450 milhões na economia local”, afirma Marcelo Queiroz.


Considerando somente o mês de junho, os dados também são animadores, quando o RN apresentou o melhor desempenho do semestre, com saldo positivo de 4.533 empregos. Nesse mês, o setor de serviços gerou 1.792 empregos , o que significa 39,53% do total; o comércio registrou saldo de 486 novas vagas e a construção civil, de 401 empregos. No primeiro semestre, o RN ficou na 11ª posição, no Brasil, na geração de novos postos de trabalho.

Tribuna do Norte

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