Ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, o impedimento do ministro Alexandre de Moraes como relator no inquérito que investiga o vazamento de mensagens trocadas por assessores do ministro na Corte e no TSE, “pelo seu nítido interesse na causa”.
A notícia é do Metrópoles. O pedido ocorre após intimação de Tagliaferro como parte das apurações da Polícia Federal (PF).
As mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e assessores foram publicadas em reportagem da Folha de S.Paulo, em 13 de agosto. A reportagem apontou possível atuação do ministro fora do rito.
Na última quarta-feira (21/8), Moraes abriu um inquérito para apurar como as conversas vazaram. De acordo com o documento assinado por Tagliaferro e seus advogados, “o ministro é diretamente interessado no feito e, por conseguinte, é impedido para atuar no caderno investigatório/futura PET, em razão da inadmissível ausência de imparcialidade”.
Segundo Tagliaferro, ex-auxiliar do ministro Moraes, o magistrado se autointitulou relator do inquérito. Além disso, ele expôs que “diligências de grande relevância foram determinadas e conduzidas por Moraes antes da autuação e distribuição do inquérito”.