O eleitor de Natal está confuso com Carlos Eduardo. Por mais que ele já tenha sido prefeito por quatro vezes, ninguém conhece direito o atual candidato. Na religião, ele é um católico que tem ido a cultos e a terreiros. Na política, ele foi de direita, ajudou a eleger Fátima Bezerra, se apresentava como o senador de Lula. Agora fala do PT, mas tem a simpatia da amiga Fátima. Não se comunica, não quer conversa com a imprensa, não gosta de falar. Ultimamente, resolveu usar um apelido que sempre detestou, Cabeção.
Carlos já foi Carlos Eduardo Alves, Carlos Eduardo, apenas Carlos e agora é Carlos Cabeção. Não tem uma constância no nome, no fundo é Carlos Alves, o primo de Henrique. Carlos é o último sobrevivente ainda com votos da dinastia Alves, a maior oligarquia (e mais perversa) da história do RN.
O eleitor não sabe qual Carlos é o candidato e em caso de vitória qual seria o Carlos que assumiria o poder. Talvez seja hora do próprio Carlos tentar decifrar qual o posicionamento dele. Mesmo porque o que ele promete para o futuro de crescimento de Natal não condiz com o Carlos prefeito que travou o desenvoda cidade.