A agitada sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara já provocou uma primeira fissura no centrão comandado pelo deputado há quatro anos. A análise está no episódio desta semana do podcast A Hora do UOL.
A indicação de Lira de apoio a Hugo Motta (Republicanos-PB) jogou seu aliado e amigo Elmar Nascimento (União Brasil-BA) para o outro lado da trincheira.
O deputado baiano se disse traído e passou a operar um acordo com Antonio Brito (PSD-BA) para disputarem aliados a presidência da Câmara eventualmente contra Hugo Motta.
É um racha no grupo que deu vitórias sucessivas a Lira no comando da Casa.
Agora, as bancadas partidárias estão em disputa pelos dois novos grupos e duas delas em particular podem decidir a eleição. O MDB e o PT.
O MDB havia fechado um acordo com Brito do PSD, mas indicou que pode mudar de lado depois do lançamento de Motta. O líder emedebista, Isnaldo Bulhões (MDB-AL), é próximo do deputado paraibano.
O PT de Lula, por sua vez, levará em consideração a indicação do presidente da República. O governo diz há meses que não interferirá no processo legislativo, mas todos os aspirantes a presidente da Câmara foram até Lula pedir seu apoio.
A base governista tem agora uma posição mais confortável para negociar seu apoio na sucessão com o racha no grupo de Lira e o decorrente enfraquecimento do presidente.
UOL