O Serviço Secreto dos Estados Unidos e a chefia da campanha do republicano Donald Trump disseram neste domingo, 15, que o candidato republicano estava em segurança depois que tiros foram registrados nas proximidades de sua casa na Flórida, informaram sua campanha e o Serviço Secreto. Uma pessoa foi detida, de acordo com a polícia local.
Não ficou imediatamente claro se os tiros relatados tinham como alvo o candidato presidencial republicano.
O Serviço Secreto dos EUA disse que estava investigando e que o incidente ocorreu pouco antes das 14h. “O ex-presidente está seguro”, segundo o Serviço Secreto. “A intenção agora é desconhecida”, acrescentou a porta-voz do Gabinete do Xerife do Condado de Palm Beach, na Flórida.
Também não foram registrados feridos no incidente. As autoridades do Condado de Palm Beach afirmam que os tiros aconteceram próximo ao campo de golfe de Trump, em West Palm Beach, enquanto o ex-presidente estava no clube.
O suspeito foi detido enquanto dirigia para o norte na I-95, principal rodovia interestadual norte-sul da Costa Leste dos Estados Unidos, e cruzou do Condado de Palm Beach para o Condado de Martin. Parte da rodovia segue fechadas pelos agentes federais.
Trump havia retornado à Flórida neste fim de semana, depois de uma turnê pela Costa Oeste que incluiu um comício na noite de sexta-feira em Las Vegas e um evento de arrecadação de fundos em Utah.
A campanha não forneceu imediatamente nenhum detalhe adicional.
A Casa Branca disse que o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris, a candidata democrata à presidência, foram informados e serão mantidos atualizados sobre a investigação. A Casa Branca acrescentou que estava “aliviada” por saber que Trump estava a salvo.
Nas redes sociais, Harris, disse estar feliz pela segurança do seu rival. “Fui informada sobre relatos de tiros disparados perto do ex-presidente Trump e sua propriedade na Flórida, e estou feliz que ele esteja seguro. A violência não tem lugar na América.”
Há cerca de dois meses, Trump foi baleado durante uma tentativa de assassinato em um comício na Pensilvânia, e uma bala passou de raspão em sua orelha. O atirador foi identificado pelo FBI como Thomas Matthew Crooks, um jovem de 20 anos, tinha pesquisado na internet informações sobre Trump e tinha fotos dele salvas em seu celular, de acordo com legisladores e outras pessoas ligadas à investigação.
Estadão