Ao menos nove pessoas morreram e cerca de 2,8 mil ficaram feridas após explosões de pagers — um tipo de dispositivo de comunicação — no Líbano, segundo o Ministério da Saúde local. O Hezbollah confirmou a morte de alguns de seus integrantes e culpou Israel pelo caso.
As autoridades pediram aos cidadãos que possuem pagers que os descartem e alertou os hospitais para que fiquem em “alerta máximo”. O Exército israelense, que vem realizando ataques retaliatórios contra o Hezbollah desde o início da guerra da Faixa de Gaza em outubro passado, disse que não comentaria o caso.
As explosões ocorreram em diversas áreas no Líbano, particularmente os subúrbios ao sul de Beirute, de acordo com as Forças de Segurança Interna do Líbano. O embaixador do Irã no Líbano, Mojtaba Amani, está entre os feridos em Beirute, de acordo com o meio de comunicação semioficial iraniano Mehr News.
A Agência Nacional de Notícias (NNA, na sigla em inglês) relatou que pagers “hackeados” explodiram nas cidades de Ali Al-Nahri e Riyaq, no vale central de Beqaa, no Líbano, resultando em um número significativo de feridos. Esses locais são redutos do Hezbollah.
Profissionais de saúde convocados
Profissionais de saúde em todo o Líbano foram solicitados a se apresentarem urgentemente ao trabalho, dado o “grande número de feridos sendo transferidos para hospitais” após as explosões, pontuou o Ministério da Saúde libanês.
As autoridades também pediram que os cidadãos doem sangue, em antecipação à necessidade crescente.