Recebi muitas críticas a respeito da sabatina com a patricinha bolivariana Natália Bonavides, ontem no Jornal das 6. A maioria dos ouvintes esperava uma guerra, mas não era esse o objetivo. O momento era do candidato, não era um debate, estamos fazendo sabatinas.
Tirando a primeira pergunta que foi por que Natália queria ser prefeita, todas as outras foram perguntas incômodas para a candidata. O fato dela não responder, mudar o foco, demorar com respostas intermináveis, não tínhamos como fazer nada. Não era um debate, nosso intuito é fazer uma sabatina e assim vai ser com todos os candidatos.
Tive algumas impressões na entrevista e depois quando ficamos conversando por alguns minutos. Natália tem certeza da ida para o 2° turno, está animada e parece leve em ser candidata. Fátima Bezerra é um incômodo para Natália, na entrevista ela fugiu das perguntas relacionadas a governadora, também quis se mostrar uma pessoa moderada, sem ser aquela militante radical que aparece sempre em temas polêmicos.
Ela acredita que Lula vem a Natal e isso é decisivo para a votação dela. Acha que vai chegar perto dos 30% de intenção de votos.
Natália sabe como fugir das perguntas, demonstra conhecimento dos assuntos da sua pauta, apesar de inserir dados sem nenhuma consistência. Se destaca pela eloquência, domina o microfone, parece ter segurança mesmo com respostas vazias. É arteira com o gogó.
Não teve um banho de sangue nos estúdios da 96FM como muitos esperavam, nem vai ter com nenhum candidato. O formato é de sabatina, nossas opiniões emitimos no dia a dia, nos programas. Na sabatina realizamos perguntas relacionadas a Natal, o RN, ao Brasil e também ao candidato. É a oportunidade do ouvinte conhecer melhor os postulantes ao cargo de prefeito da cidade.
Não vai voar cadeiras.