Os Alves dominaram o RN por mais de 50 anos através do Sistema Cabugi de Comunicação. Tocavam o terror, manipulavam os fatos e a "notícia" chegava em todo o RN de acordo com os interesses políticos da família. Isso é o bom das redes sociais da atualidade, a democratização das opiniões, a visão crítica de cada pessoa.
Depois da derrocada do Sistema, os Alves perderam a força. Ainda hoje, quase 3 anos depois da família perder o controle da Tribuna do Norte, sair da InterPT Cabugi, ficar sem o controle das rádios do interior, Carlos Eduardo Alves ainda acha que todo mundo tem que se ajoelhar em seus pés. Não sabe lidar com a imprensa, é do tempo que todos eram seus empregados.
Tirando Garibaldi Alves, os outros Alves em nada constribuiram para o RN. Foram apenas caroneiros de uma narrativa heróica criada pelo Sistema Cabugi. O próprio Carlos Eduardo tinha tudo para ter uma história própria, mas nunca desceu de seu pedestal ou quis sair da sua redoma. Henrique foi o pior, um Aluízio repaginado sem brilho, herdou os defeitos do pai e nenhuma das virtudes. Agnelo foi o genial, que controlava a linha editorial do sistema que subjugou o RN, sustentou a família na política e atrasou o estado.
Felizmente esse tempo passou. Carlos Eduardo estava convicto que seria aclamado prefeito de Natal. Não conseguiu apoios, cada vez mais isolado. Caminha para mais uma campanha que liderou todas as pesquisas e vai perder as eleições.