Após anunciar sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso afirmou nesta quinta-feira, 9, que os seus planos futuros são focados na vida acadêmica.
“Eu não tenho planos nesse momento. Eu aceitei… É… Os meus planos, nesse momento, são acadêmicos. Escrever. Aceitei um convite para estar em uma instituição, é… chamada Marks Plunk, na Alemanha. Vou lá em novembro. Aceitei dar um curso como professor visitante na Sorbonne, em janeiro“, disse a repórteres.
Barroso disse ainda que pretende usar o próximo ano para refletir sobre os rumos de sua trajetória pessoal.
“No ano que vem, eu vou começar a pensar na minha vida. Mas eu não tenho nenhum projeto delineado. Eu apenas tive uma sensação no meu coração de ter cumprido um ciclo da minha vida. A vida é feita de ciclos, e eu achei que tinha feito o que podia fazer e que era hora de abrir espaço para pessoas que venham com outras ideias. Enfim, a vida é assim. A gente tem que saber ceder o lugar na hora certa.”
Aposentadoria
Barroso anunciou nesta quinta, 9, que vai antecipar sua aposentadoria da Corte. O magistrado fez um discurso de despedida, se emocionando em diferentes momentos.
“Por 12 anos e pouco mais de três meses ocupei o cargo de ministro deste Supremo Tribunal Federal, tendo sendo presidente nos últimos dois anos. Foram tempos de imensa dedicação à causa da Justiça, da Constituição e da democracia. A vida me proporcionou a benção de servir ao país, retribuindo o muito que recebi, sem ter qualquer interesse que não fosse fazer o que é certo, justo e legítimo para termos um país maior e melhor”, declarou.
“Ao longo desse período, enfrentei e superei dificuldades e perdas pessoais. Nada disso me afastou da missão que havia assumido perante o país e minha consciência de dar o melhor de mim na prestação da Justiça”.
Trajetória
Barroso foi indicado ao Supremo pela então presidente da República, Dilma Rousseff (PT), em 2013. Tomou posse como ministro 26 de junho daquele ano. Ele foi presidente da Corte de 28 de setembro de 2023 até 29 de setembro de 2025, quando foi sucedido por Edson Fachin. Ele presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 25 de maio de 2020 até 22 de fevereiro de 2022.