O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que há uma estratégia do governo Lula para blindar investigados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS. Segundo ele, a base governista estaria impedindo a convocação de suspeitos e manipulando a condução dos trabalhos para proteger pessoas envolvidas.
Marinho criticou também o governo por orientar parlamentares aliados a não assinarem pedidos de investigação e por construir uma narrativa pública em que o PT se apresenta como o gestor que está desmantelando o esquema, quando, na visão dele, parte dele continuaria agindo de maneira protegida. Ele disse que o INSS foi transformado em “balcão de negócios políticos”, onde interesses partidários teriam supostamente prioridade sobre o controle efetivo das irregularidades.
O senador lembra que auditorias apontaram que muitos aposentados nem sabiam dos descontos irregulares feitos em seus benefícios e acusa entidades como sindicatos e associações de associarem-se ao governo para dificultar a fiscalização. Ele enfatiza que, sem convocar todos os envolvidos e garantir transparência, não haverá responsabilização plena.
Com essa fala, Marinho coloca em debate não só as fraudes descobertas, mas também a própria imparcialidade do processo de investigação, acusando o governo de usar mecanismos institucionais para atrasar ou limitar a atuação da CPMI.