A Câmara Municipal de Natal não pode vacilar. Há momentos em que a política precisa deixar de lado o corporativismo e olhar nos olhos da população. Este é um deles. A vereadora Brisa Bracchi jogou a ética no lixo e precisa perder o mandato.
Não se trata de perseguição, mas de moralidade. As provas são cristalinas: dinheiro público usado para bancar um ato político-partidário na Casa Vermelha, comemorando a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma farra ideológica bancada pelo bolso do contribuinte.
Brisa sabia o que estava fazendo. Foi alertada de que não poderia usar a emenda impositiva para esse tipo de evento. Preferiu o risco da impunidade, achando que a lei só vale para os outros. É o retrato do petismo: desafiar regras, usar recursos públicos como extensão do partido e posar de vítima quando pega no flagra.
A Câmara agora tem o desafio da história. Se passar pano, ficará marcada como cúmplice de um escândalo. O relator, vereador Fúlvio Saulo, tem nas mãos um caso didático de desrespeito ao dinheiro público. O relatório precisa ser técnico, duro e exemplar.
Cassação não é vingança. É justiça. O Legislativo precisa mostrar que Natal ainda tem limite, que o erário não é brinquedo e que a vereadora que zombou da cidade com um ato vergonhoso deve pagar o preço. Se a Câmara falhar, a mancha será de todos.