Vamos explicar didaticamente o que levou essa confusão no Rio de Janeiro. Em 2019 um partido político, o PSB, entrou com uma ação, a chamada ADPF das favelas (635), que questionava os excessos das ações da polícia nas favelas. Em 2020 o ministro Fachin, do STF, proibiu ações nas favelas e comunidades do Rio de Janeiro. A partir disso qualquer ação precisaria ser comunicada e passar por um processo burocrático longo, o que criou um escudo e permitiu que as organizações criminosas avançassem sem combate. O crime ficou grande e não podia ser combatido. Quem está agora nessa função de relatoria, de avaliar a questão de segurança pública, é Alexandre de Moraes. Vamos ver o que por aí. Eu não duvido sequer que o governador do Rio de Janeiro seja afastado e esse caso seja encarado como mais uma questão política.