Não tem como não bater palmas para o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A operação no Complexo do Alemão que resultou em mais de 120 bandidos mortos é um divisor de águas na guerra contra o crime.
O governador teve coragem. Fez o que muitos não têm: enfrentou o poder paralelo, o tráfico armado até os dentes, que há décadas transforma o povo pobre em refém. A favela virou um território sequestrado por marginais que mandam mais que o Estado.
Cláudio Castro devolveu ao Brasil um pouco de esperança. Mostrou que ainda há quem não se ajoelhe diante da bandidagem. Quem é do bem comemora, quem é do mal lamenta. Simples assim.
Não existe meio-termo entre o certo e o errado. O único erro da operação foi a morte de quatro heróis fardados. Policiais que tombaram cumprindo o dever. Esses merecem apoio do estado, que suas famílias sejam protegidas.
O Rio viveu um momento histórico. Pela primeira vez em muito tempo, o Estado mostrou que bandido armado não é “vítima social”. É criminoso e deve ser tratado como tal.
Cláudio Castro fez o que precisava ser feito. Que sirva de exemplo para o resto do país.