A imprensa nacional está fazendo uma cobertura dividida com relação a identificação dos mortos da operação no Rio de Janeiro, nos complexos do Alemão e Pena. Enquanto alguns veículos apontam que quase 80% tinha passagem pela polícia por crimes graves, outros colocam que nove chefes do Comando Vermelho já foram identificados e estão na lista de mortos da operação.
Mas o jornal O Globo foi além: "Nenhum dos 99 mortos identificados havia sido denunciado pelo MP em investigação". E ainda acrescentou: "Desse total, nenhum havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio na investigação que embasou a ação policial, e nenhum tinha mandado de prisão devido a esse processo. No entanto, 42 mortos tinham mandados em aberto por outros casos, e 78 possuíam 'relevante histórico criminal', segundo a polícia".
É isso mesmo. As pessoas mortas estavam com roupas camufladas, colete a prova de balas, fuzis, drogas, mas não foram denunciadas. Isso deveria ser uma demonstração da fala do Ministério Público do RJ enquanto órgão de combate ao crime, mas vai servir como discurso da esquerda para tentar criminalizar o trabalho policial.
O que não se pode ser esquecido é que, de acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi:
78 tinham histórico de crimes graves — incluindo acusações de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa
42 estavam foragidos
39 eram de outros estados (13 do Pará, 7 do Amazonas, 6 da Bahia, 4 do Ceará, 4 de Goiás, 3 do Espírito Santo, 1 do Mato Grosso e 1 da Paraíba)
Chefes da facção em outros estados mortos:
Chico Rato, de Manaus (AM);
DG (BA);
FB (BA);
Fernando Henrique dos Santos (GO);
Gringo, de Manaus (AM);
Mazola, de Feira de Santana (BA);
PP (PA);
Rodinha, de Itaberaí (GO);
Russo, de Vitória (ES).