A governadora Fátima Bezerra, a coveira do RN, voltou a agir com a caneta fácil. Sancionou a Lei nº 704, que cria o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos trabalhadores da Educação. O discurso é o de sempre: “valorização dos servidores”. A prática é outra: aumento de despesas permanentes num estado quebrado.
O RN mal consegue pagar a folha em dia, vive de repasses federais e calotes em fornecedores, mas o governo insiste em empurrar novas obrigações salariais. É populismo disfarçado de progresso. O PCCR garante progressões automáticas, gratificações por formação e benefícios cumulativos. Ou seja, mais impacto na folha e menos dinheiro para investimento.
O que Fátima chama de “sonho concretizado” é, na verdade, mais um pesadelo para as contas públicas. A cada nova “vitória” do funcionalismo, o contribuinte perde. E o estado se afunda.
O RN precisa de eficiência, não de aumento de gastos. O que a governadora vende como conquista é, na prática, mais uma fatura para o povo pagar.