A justiça potiguar anda com dois humores. Quando quer, é rápida como um despacho eletrônico. Quando não quer, vira um labirinto que leva décadas. O caso Brisa entrou justamente na fila VIP da agilidade.
O TJRN manteve a suspensão da sessão de cassação. Primeiro Cornélio Alves, depois Dilermando Motta confirmando a decisão. Antes deles, Artur Bonifácio já havia travado a votação marcada pela Câmara. Tudo resolvido em poucas horas, eficiência que a população adoraria ver em qualquer outro processo.
Não se trata de contestar magistrado. Decisão judicial se respeita. Mas é inevitável notar o contraste: enquanto alguns casos caminham com uma facilidade impressionante, demandas comuns seguem arrastadas, como se o tempo não existisse.
Seria bom que essa mesma rapidez aparecesse para liberar tratamento de saúde, proteger famílias ameaçadas, julgar ações simples e, principalmente, assegurar liberdade de expressão sem tintas políticas.
A sociedade precisa de um Judiciário que funcione bem para todos, com serenidade, equilíbrio e a mesma velocidade que demonstrou agora. Isso já seria um avanço enorme.