O mercado financeiro levou um choque. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal em Guarulhos tentando fugir num jatinho. A PF mirou nele na Operação Compliance Zero, investigação pesada que expõe um rombo bilionário com títulos falsos. Fraude estimada: até R$ 12 bilhões. É coisa de novela ruim.
Horas depois, o Banco Central não esperou conversa: decretou liquidação extrajudicial do Master. Sinal claro de que não tinha salvação. E, de quebra, anulou a venda anunciada na véspera para o Grupo Fictor. O banco virou poeira.
A história, porém, não para nas planilhas. O Master colecionava aproximações “estratégicas”: patrocinou eventos luxuosos com ministros, contratou a esposa de Alexandre de Moraes para serviços jurídicos e levou Ricardo Lewandowski para um conselho consultivo. Até Michel Temer teria sido chamado para abrir portas onde o BC não quis abrir.
O tombo respingou no BRB: o presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado por decisão judicial no meio de uma negociação com o Master que o BC barrou.
A defesa de Vorcaro jura que ele não fugiria. A Justiça não comprou a história. E o caso, agora, promete arrastar gente graúda de Brasília ao Judiciário. O estrago só começou.