O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal), deverá enfrentar desafios significativos durante sua sabatina no Senado Federal. A avaliação é de que sua aprovação pode ser mais complexa do que seria a do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que contava com amplo apoio político. A análise é de Luísa Martins no Bastidores CNN.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), figura central no processo, deve adotar uma postura neutra, sem defender ativamente a indicação de Messias junto aos colegas senadores, mas também sem criar obstáculos como fez com André Mendonça no passado. O cenário político atual é influenciado pela necessidade de Alcolumbre de manter boas relações devido a questões eleitorais no Amapá.
Apoios e Resistências
Antes da escolha de Messias, Rodrigo Pacheco era considerado o favorito, tendo inclusive o respaldo de ministros do próprio STF. Em um jantar no Palácio da Alvorada, alguns ministros chegaram a sinalizar sua preferência por Pacheco, ainda que de forma discreta.
Apesar das dificuldades previstas, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a expectativa é que Messias consiga aprovação. Vale ressaltar que, desde a redemocratização, nenhum indicado ao STF foi rejeitado pelo Senado Federal.
A recente sabatina de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República, que teve um placar mais apertado que sua primeira indicação, acendeu um alerta no governo. No entanto, Messias conta com apoios importantes, incluindo o inusitado respaldo do ministro André Mendonça, com quem compartilha origens na Advocacia-Geral da União e a fé evangélica.
CNN Brasil