O vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), fez acusações graves durante a sessão, detalhando um suposto esquema de desvios envolvendo a CBPA e a diretoria do INSS. O parlamentar traçou uma conexão direta entre as datas de nomeação e exoneração de um ex-diretor do Instituto e o início e fim dos descontos indevidos nos benefícios de aposentados.
A denúncia apontou que a CBPA, presidida por Abraão Lincoln, teria realizado descontos não autorizados em todo o país, inclusive no Maranhão, lesando milhares de beneficiários. Duarte Júnior confrontou Eric Fideles, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fideles, com um gráfico que supostamente demonstrava o fluxo de dinheiro. O objetivo era provar a ligação financeira entre as partes.
O cerne da acusação está na atuação de André Fideles, que ocupou o cargo de Diretor de Benefícios do INSS. Ele foi nomeado em 15 de fevereiro de 2023. Três meses depois, em 20 de maio de 2023, a CBPA começou a realizar os descontos nas contas dos segurados.
A correlação de datas se estende ao fim das operações: a CBPA parou de realizar descontos em 9 de maio de 2024, e André Fideles foi exonerado em 17 de julho de 2024. Para o deputado, isso é a prova de que o ex-diretor "liberou a porteira para a CBPA roubar os aposentados pensionistas".
Duarte Júnior ainda detalhou o suposto caminho do dinheiro desviado, alegando que recursos da CBPA eram repassados para a empresa Prospect. Em seguida, esses valores eram destinados à conta de Eric Douglas Martins, filho de André Fideles, totalizando R$ 6,33 milhões. O deputado encerrou a fala com indignação, afirmando que a justiça fará com que o dinheiro roubado seja devolvido aos seus verdadeiros donos.