Três prefeitos do RN estão fazendo medicina. E não é na cidade onde eles foram eleitos. É outro nível de “acúmulo de função”: comandam prefeitura de manhã, viram estudantes de anatomia à tarde.
Só que medicina exige dedicação integral. Prefeitura também. A conta não fecha. Em São Paulo, uma juíza virou alvo de investigação porque o horário das aulas batia com o expediente. Aqui, prefeitos fazem o mesmo malabarismo e ninguém diz nada.
A pergunta é direta: quem está administrando o município enquanto o prefeito está estudando anatomia, histologia e fazendo prova de bioquímica?
O Ministério Público deveria atuar. Porque prefeito não é hobby. E medicina não é curso EAD de fim de semana. É incompatível. O povo é quem paga a conta dessa “dupla jornada”.
A história está só começando. E vai dar barulho.