Com o intuito de averiguar denúncias recebidas, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa visitou nesta sexta-feira (28) o Hospital Geral João Machado. Segundo denúncias recebidas, nesta semana a unidade ficou sem energia, sem água e sem medicação para os pacientes, inviabilizando o trabalho dos profissionais de saúde da unidade. A visita foi realizada pelas deputadas Cristiane Dantas (Solidariedade), presidente da Comissão, e Terezinha Maia (PL).
“Soubemos que de terça para quarta a unidade ficou sem água e sem energia inviabilizando trabalho dos profissionais e prejudicando o atendimento dos pacientes aqui internados. Então, viemos ver de perto da realidade porque não podemos ser omissos. Mas, estamos vendo que o problema foi resolvido”, disse a deputada Cristiane Dantas.
Atualmente estão internados no hospital 168 pacientes, sendo 78 da ala psiquiátrica. Os demais são pacientes com AVC, infarto e vasculares, sendo 20 leitos de UTI. O diretor administrativo, Denis Silva, esclareceu que a falta de energia foi causada por um curto-circuito na instalação elétrica. Parte da unidade ficou sem luz por cerca de 24h, entre terça (25) e quarta-feira (26). “O curto-circuito não afetou todo hospital. Ficaram sem energia os setores da administração, laboratório e saúde mental. Por causa disso, a bomba d’água ficou sem funcionar por algumas horas, para que o conserto fosse realizado. A nossa instalação elétrica é muito antiga e precisa ser trocada”, explicou.
De acordo com a direção da unidade o custo da reforma da rede elétrica é de R$ 1,2 milhão, mas não há disponibilidade de recursos. Atualmente está em andamento a obra de reforma do setor de nutrição, com previsão de conclusão em dezembro.
Outro ponto questionado pelas deputadas foi o fornecimento de insumos básicos como álcool, luva, máscara e medicações. “O diretor técnico disse os insumos são escassos e trabalham no limite, fazendo todo esforço para não faltar. É a mesma dificuldade enfrentada em outras unidades”, disse a deputada Terezinha Maia.
“Nossa maior dificuldade é a demanda judicializada e pacientes psiquiátricos de longa permanência, pois os municípios não tem estrutura para fazer o acompanhamento local nos CAPS”, informou o diretor técnico e psiquiatra, Juan Costa.
De acordo com a secretária adjunta de Sesap, há um planejamento para construir um bloco cirúrgico que possibilitará que o hospital seja habilitado para receber mais recursos do Ministério da Saúde.
Walfredo Gurgel
Ainda durante a visita foi abordado pelas deputadas a situação do tomógrafo do Walfredo, que voltou a quebrar na quinta-feira. De acordo com a secretária adjunta da Sesap, Leidiane Queiroz, a expectativa é o que novo equipamento, que foi alugado, entre em funcionamento na semana que vem.
“A sala de um dos tomógrafos passou por adequações. O piso novo foi concluído nesta semana. A previsão que é o tomógrafo alugado seja instalado até o início da semana que vem. Quanto ao outro equipamento, comprado pelo governo, ainda aguardam o envio pela empresa vencedora da licitação”, informou a secretária. Enquanto isso, o fluxo de exames está sendo desviado para os hospitais Deoclécio, Giselda e Huol.