A Unimed Natal iniciou 2025 no azul, entregue pela gestão anterior com R$ 12,4 milhões de resultado líquido e R$ 6 milhões de resultado operacional positivo, segundo o PowerBy da ANS. Três meses depois, o cenário virou de cabeça para baixo: a nova diretoria encerrou o trimestre com queda de 75% no resultado líquido — apenas R$ 3 milhões — e um prejuízo operacional de R$ 1 milhão.
Os termos manjados da campanha “Democracia”, “Pertencimento” e “Inclusão”, ajudaram a conquistar votos, mas não seguraram o balanço. O rombo só não foi maior graças ao Pro Rata mensal, que já reduziu milhões na produção médica e evitou que o resultado líquido desabasse para o negativo. Ou seja, os cooperados estão pagando a conta do desastre administrativo.
O contraste com o mercado nacional expõe ainda mais o problema: 77,5% das operadoras de saúde melhoraram seus números em 2025. A Unimed Natal foi na contramão, sem explicação técnica clara para uma deterioração tão rápida.
A diretoria atual enfrenta agora a cobrança das promessas de campanha e pressões internas por “acomodações”. O efeito colateral é conhecido no setor: aumento da sinistralidade e prejuízo crescente.
Se nada mudar, a cooperativa entra em um ciclo perigoso, lento de reverter, justamente quando há apreensão com a publicação do terceiro trimestre pela ANS. E, como sempre, a conta tende a sobrar para os cooperados e para o cliente que depende do plano.
A grande ideia até agora foi estabelecer metas para os médicos passarem menos exames e assim diminuir o pro rata.