É duro admitir, mas o pior cenário se desenha: Fátima Bezerra pode ficar no governo até dezembro. Nove meses a mais de improviso, rombo nas contas e desordem administrativa. É o prolongamento da decadência.
A petista só mudou de ideia porque sentiu que Walter Alves e Ezequiel Ferreira não querem herdar o abacaxi explosivo que ela deixou. Sem alguém para segurar a bomba, Fátima recuou da aventura ao Senado e decidiu permanecer. Não por compromisso, mas por sobrevivência política.
O resultado é simples: o RN segue estagnado, sem rumo, sem caixa e sem liderança. Fátima ficando até o fim é como manter o piloto do avião depois que ele mesmo furou o tanque. Consequência? A queda é certa.