O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste sábado (29/11), que a defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro (PL) Augusto Heleno, preso por envolvimento na trama golpista, apresente, em até 5 dias, documentos que comprovem que ele tem Alzheimer.
A notícia é do Metrópoles. Heleno e outros réus no caso foram presos na última terça-feira (25/11), por ordem do Supremo.
Na decisão, Moraes faz a seguinte ressalva: “Não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobava a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) — responsável por informações de inteligência sensíveis à soberania nacional —, uma vez que todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024”.
A defesa do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alega que, devido à idade avançada, 78 anos, e por possuir doenças, como demência mista de Alzheimer e vascular, ele deve ficar em prisão domiciliar.