A patricinha bolivariana Natália Bonavides virou o plano B, ou melhor, o plano A escondido do PT para o Senado. Se a governadora Fátima Bezerra, a coveira do RN, resolver não encarar o vexame das urnas, Natália assume o posto sem pestanejar.
É o nome mais palatável da tropa. Tem "discurso jovem", pose de revolucionária gourmet e, principalmente, não carrega o fiasco administrativo de Fátima. É o PT "renovado", versão capuccino com slogan progressista.
Para Fátima, ficar no governo é fuga honrosa. Evita a humilhação pública da derrota e empurra a bomba fiscal para quem vier depois. Natália, por sua vez, entra leve, sorrindo e com o apoio da militância mais barulhenta.
O jogo é simples: Fátima foge, Natália sobe e o PT tenta reinventar a própria imagem. A velha tática do “troca a embalagem, mas o produto é o mesmo”.