O novo míssel Meteor, disparado pelo caça F-39 Gripen, em Natal, custou R$ 12,4 milhões a Força Aérea Brasileira (FAB). A informação é do jornal Folha de São Paulo e foi destaque no Jornal das 6, da 96 FM Natal.
Esse foi o primeiro disparo feito do novo armamento das Forças Armadas brasileiras. A operação foi realizada a partir da Base Aérea de Natal (Bant) e foi considerada como um "absoluto sucesso".
O jornalista Leonardo Dantas, do Blog P47, revelou detalhes dessa operação. Assista o vídeo no início do post:
Os caças Gripen F-39 estão entre os mais tecnológicos do mundo, segundo a FAB, que encomendou 36 aviões desse modelo. Os primeiros chegaram em 2020 ao país. As aeronaves podem alcançar velocidade de 2,4 mil km/h.
O Meteor é um míssil capacitado para atingir alvos a longa distância, como caças, drones e mísseis de cruzeiro, mesmo em ambientes com interferências eletrônicas. Enquanto os mísseis convencionais são equipados com foguetes, que os aceleram a velocidades supersônicas mas, que com o passar dos segundos, vão perdendo potência, o meteor conta também com um motor "ramjet", que faz com que ele até ganhe velocidade durante o voo.
O disparo foi realizado contra o alvo aéreo Mirach 100/5, que simulou perfis de voo de caças, manobrando em alta velocidade e altitude, permitindo mensurar o nível de precisão alcançado pelo míssil.
Segundo a FAB, a operação ocorreu em cenário bastante desafiador, tanto para o míssil quanto para a aeronave.
"Os perfis adotados para o emprego do armamento Meteor foram selecionados por uma equipe de pilotos e técnicos extremamente treinados e especializados, para que fosse extraído o máximo desse Exercício Técnico, além de permitir uma consolidação da doutrina desenvolvida para o emprego de armamento de longo alcance pela FAB e, principalmente, pelo F-39E Gripen", afirmou o Major Aviador Gregor Gaspar, do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) - Jaguar.
Segundo a FAB, a integração de armamentos de última geração no F-39E Gripen fortalece a capacidade de defesa aérea e de manter a soberania do espaço aéreo brasileiro em padrões mundiais.