Os Correios aguardam pelo aval do Ministério da Fazenda para liberar o empréstimo de R$ 20 bilhões, autorizado pelo conselho de administração da estatal, a ser contratado por um conjunto de bancos públicos e privados.
A decisão agora passará por análise do Tesouro Nacional — que será o garantidor do empréstimo — e da Procuradora-Geral da Fazenda Nacional.
À CNN Brasil, o Ministério da Fazenda afirmou neste sábado (29), que oficialmente não há operações dos Correios em análise.
Segundo afirmaram à CNN Brasil integrantes da alta cúpula da empresa, o pool seria composto pelo Citibank, Banco do Brasil, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra.
O empréstimo deverá ser fatiado e os recursos chegarão à estatal em duas ou mais parcelas. A estratégia busca evitar que o dinheiro fique "guardado" no caixa dos Correios, pagando juros, já que boa parte do financiamento só vai ser efetivamente em 2026. O pagamento deve ser concluído em até 15 anos.
Sair do vermelho e começar a gerar lucro está nos planos da empresa apenas a partir de 2027. Tanto que o início do pagamento dos empréstimos deverá ter uma carência de pelo menos dois anos. Até lá, os Correios esperam conseguir colocar o plano de reestruturação de pé.
CNN Brasil