O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu, nesta quarta-feira (10), manter a taxa Selic em 15% ao ano. Esta é a terceira reunião consecutiva em que o colegiado opta por manter o juro básico no mesmo nível — decisão já amplamente esperada pelo mercado.
A taxa foi elevada a 15% em julho e, desde então, o BC tem apostado na estabilidade. A decisão desta reunião de dezembro foi unânime entre os nove diretores votantes.
No mercado financeiro, cresce a expectativa de que o ciclo de cortes comece no primeiro trimestre de 2026, possivelmente na reunião de janeiro ou na de março do Copom. A avaliação é reforçada por indicadores macroeconômicos recentes que apontam melhora nas condições para redução da taxa no início do próximo ano.
Também nesta quarta-feira, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro foi divulgado, registrando alta de 0,18% — ligeiramente abaixo da projeção de 0,20%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,46%, voltando ao intervalo de tolerância da meta do Banco Central, que é de 3%, com limite superior de 4,5%.
Apesar da perspectiva de início dos cortes, economistas consultados pelo BC avaliam que o ciclo de redução da Selic pode terminar antes do previsto. O Boletim Focus desta semana revisou a projeção mediana para a taxa básica de juros ao fim de 2026, passando de 12% para 12,25%.
As estimativas de inflação seguem dentro do intervalo da meta tanto para 2025 quanto para 2026. A projeção do IPCA para 2025 recuou de 4,43% para 4,40%, enquanto para 2026 a expectativa permanece em 4,16%.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro.