Daniel Valença acordou inspirado. Resolveu “intimar” Donald Trump, sim o presidente dos EUA, a parar imediatamente de apreender navios venezuelanos. Isso mesmo: o vereador de Natal, da praia de Ponta Negra, mandou um recado em tom de “ameaça diplomática”. O vereador que pesca tilápia no Morro do Careca.
É de uma comicidade olímpica. O homem realmente acredita que Trump, sentado no Salão Oval, irá interromper tudo para atender o pedido inflamado do vereador potiguar. É cada presepada que chega a dar pena.
Valença fala em “pirataria imperialista”, como se Maduro fosse um escoteiro vendendo biscoito no sinal da Prudente de Morais. O chavismo quebra o próprio país, espalha crise pela região, vive do narcotráfico, mas o culpado, claro, são os EUA. A esquerda adora esse enredo: o bandido é sempre vítima, e a culpa é sempre do “imperialismo”.
O que fica disso? Nada. Nem para meme serve direito. Só reforça o abismo entre o delírio revolucionário do petismo bolivariano e a realidade. Trump, se souber dessa ordem “inadiável”, vai no máximo perguntar: “Daniel who?”