O franco-carioca Jean-Paul Prates continua refém de Fátima Bezerra, a coveira do RN. Troca de partido não muda isso. Ele sai do PT humilhado por Lula e pela própria Fátima, que tratou o ex-senador como figurante. A demissão traumática da Petrobras mostrou o óbvio: Jean administrava, Lula queria operador político. Acabou escanteado.
No RN, a coisa foi ainda mais feia. Fátima sempre o enxergou como figurante. Isolou, desdenhou e empurrou Jean para fora do partido. Aí ele comete seu maior erro: se filiar ao PDT achando que vai mandar. Não vai. Quem manda no PDT local é… o PT.
Márcia Maia, presidente do partido, depende do governo para pagar as contas. E o mais irônico: Fátima foi a que mais atacou a mãe de Márcia, a ex-governadora Wilma Farias. Mesmo assim, Márcia segue obediente a petista. Tem que "esquecer" tudo que Fátima falou da mãe dela.
Jean está entrando numa casa nova onde a chave continua no bolso de Fátima. E o humor dela muda como o vento. O jogo será pesado. E ele, de novo, vai descobrir que troca de partido não livra ninguém do poder do PT. Jean escolhe errado.