A Comissão Processante que analisa a possível quebra de decoro da vereadora Brisa Bracchi (PT) já começa a deixar clara a falta de interesse em fazer o processo andar. Informações apuradas pelo blog apontam que uma reunião recente do grupo simplesmente ignorou o prazo mínimo de 72 horas para a notificação da parlamentar. Isso é algo básico, elementar, indispensável para que a convocação tenha validade.
O mais curioso é que a responsabilidade pela notificação era da própria presidente da Comissão, Samanda Alves (do próprio PT), que, além de comandar os trabalhos, é do mesmo partido da denunciada. A trapalhada procedimental gerou estranhamento até entre quem acompanha o caso de longe. Afinal, um erro tão primário pode colocar toda a reunião na lata de lixo jurídico.
Nos corredores, a pergunta que começa a ganhar força é direta: foi um deslize isolado ou há, ainda que de forma sutil, uma condução que favorece o atraso ou até o engavetamento do processo?
Por enquanto, o episódio segue sob lupa de quem ainda espera rigor, isenção e respeito às normas. Mas os sinais emitidos pela Comissão Processante não são dos mais animadores.