A líder do PSOL na Câmara, deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), teve a escolta da Polícia Legislativa Federal retirada por decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em um episódio que a parlamentar classifica como retaliação política.
A notícia é do G1. A medida foi adotada sem aviso prévio, apesar de ameaças de morte contra a deputada seguirem sob investigação e de inquéritos ainda abertos na Polícia Federal e na Polícia Civil.
Segundo Talíria, não houve comunicação direta do presidente da Câmara nem apresentação de informações que indicassem o fim das ameaças que motivaram a concessão da proteção.
A retirada da escolta ocorreu após a deputada intensificar críticas à condução de Motta no plenário e atuar, como líder de bancada, contra pautas defendidas pelo presidente da Câmara.
Talíria foi uma das articuladoras para evitar a cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), votada em plenário, e também se posicionou contra o projeto de lei que reduz as penas de condenados por atos golpistas, conhecido como PL da Dosimetria, aprovado pela Casa.
Para a parlamentar, o fim da escolta, ocorrido no dia seguinte a um discurso crítico feito por ela no plenário, configura retaliação política.