A governadora Fátima Bezerra, a coveira do RN, prometeu. Jurou. Firmou acordo com Cristiano Zanin, ministro do STF, garantindo que não haveria aumento com despesa de pessoal do Executivo. Em troca, foi liberado R$ 860 milhões que estavam bloqueados porque o RN estava fora da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Agora, o governo sancionou a lei dos auditores, cria acervo remuneratório, penduricalhos de todo tipo, vincula receitas e despesas da tributação e empurra os salários para bem acima do teto. Tudo isso enquanto o auditor fiscal já não tem mais o peso estratégico de antes. Tudo inconstitucional, mas atende os pleitos do Mister Impostos Carlos Eduardo Xavier (o Cadú) e Pedro Lopes.
O Ministério Público está possesso. E com razão. O acordo foi formalizado no fim do mês passado e já foi descumprido. O governo não tem transferido 100% dos duodécimos para os poderes e o MP não engole o atraso.
Com Fátima, compromisso é descartável. Ajuste fiscal é só discurso.