Humilhado, risonho e sempre elegante, Antenor Roberto foi descartado da chapa de Fátima Bezerra, a coveira do RN, em 2022. Saiu pela porta dos fundos. Sem voto. Sem espaço. Sem utilidade eleitoral.
Em 2026, o retorno está desenhado. Antenor deve reaparecer como 1º suplente de Fátima na disputa ao Senado. Não traz votos. Não empolga. Mas entrega o que o PT valoriza: tempo de TV. É o “dono” do PCdoB no RN. Serve como peça de encaixe.
O currículo político de Antenor é fraco. O folclore, forte. Antenor ficou marcado não por decisões, mas por episódios constrangedores. O mais famoso: a crise de choro na Governadoria ao saber que estava fora da chapa em 2022. Ele nega. Os soluços, porém, viraram lenda interna lembrados até hoje, em tom de chacota.
Na política do PT, humilhação não é fim. É intervalo. Antenor volta. Não por mérito. Por conveniência.