Mesmo com números fracos da administração, o presidente da Unimed Natal, Marcio Rêgo, afirma ter 87% de aprovação dos cooperados. É curioso.
O balanço do 3º trimestre divulgado pela ANS mostra uma operadora que fatura mais, mas gasta pior. A receita cresceu 6,24%, saindo de R$ 966,1 milhões para R$ 1,026 bilhão. O problema está nas despesas, que avançam em ritmo maior.
As despesas administrativas subiram 4,28%. As de comercialização cresceram quase 21%. Já outras despesas operacionais saltaram de R$ 20,6 milhões para R$ 57 milhões, um aumento expressivo.
No fim, o financeiro e os impostos inverteram o resultado: o lucro líquido de R$ 5,2 milhões no 3º trimestre do ano passado virou prejuízo de R$ 5,1 milhões neste trimestre. Uma variação negativa de cerca de R$ 10 milhões.
Resumo: a Unimed Natal cresce em faturamento, mas perde eficiência. Porém, afogado na vaidade pessoal, Márcio comemora uma "aprovação" digna de Nicolau Maduro. A leitura fria dos números fala mais alto que os confetes jogados por ele mesmo.