Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, anunciou mudanças nos rumos dos trabalhos da Comissão. Na reunião desta segunda-feira (1º), Viana pediu prorrogação dos trabalhos até maio e disse que vai começar a desvendar o envolvimento de bancos e financiamento de campanhas políticas. Assista no vídeo abaixo:
Além disso, Viana ainda declarou a prisão do ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS Jucimar Fonseca da Silva. Depois de cerca de nove horas de depoimento, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou à Polícia Legislativa do Senado que efetuasse a prisão, diante das contradições apontadas pelos parlamentares e pela recusa anterior do depoente em prestar explicações ao colegiado.
Jucimar havia sido convocado para explicar por que apoiou a liberação de descontos em massa na folha de pagamento de aposentados e pensionistas, mesmo diante de parecer contrário do Ministério Público. O ex-coordenador foi conduzido à CPMI pela Polícia Legislativa do Senado, após se negar a comparecer em duas convocações anteriores. Durante a oitiva, criticou a forma como foi levado à comissão em condução coercitiva, mas Viana reagiu.
"Há mais um ponto que não pode ser ignorado. O depoente que, hoje, diz que não viu irregularidade é o mesmo que faltou duas vezes, apresentou dois atestados e tentou escapar de uma perícia médica do Senado. Quem nada deve, não foge. Quem confia na própria inocência, não evita depoimento. Quem está com a consciência tranquila, não teme a verdade", argumentou o senador.