Era outubro de 2025, há três meses quando o vice-governador Walter Alves comunicou que não assumiria o Governo do Estado. Quem estava na reunião? O ex-governador Garibaldi Filho, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, o vice-governador Walter Alves, e a dupla do escudeiros do Governo, Raimundo Alves (o Raimundinho) e Adriano Gadelha. Nós falamos dessa reunião no dia 22 de novembro.
E por que os recados para Walter se definir? Ele já avisou há quase 90 dias. Na pauta da reunião de crise e lavagem de roupa suja, Walter mostrou os números da bomba financeira do Governo do Estado e comunicou a decisão de não assumir, incluível o pai, Garibaldi Alves, preocupado de não cair no colo do filho os salários atrasados.
Outro comunicado importante que soube foi que semanas depois, o presidente do União Brasil no RN, ex-senador José Agripino, fez uma aproximação com Walter com o pré-candidato ao Governo, Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró. Os dois podem caminhar juntos. Inclusive Walter já avisou a mister impostos Cadu Xavier (candidato do PT) que teve conversa com Allyson. Walter não vai apoiar Cadu.
O jogo está sendo jogado! Agora, a bomba é pra todo mundo. De vaidade parece que Walter Alves não tem nada. Não é só sentar na cadeira, é ter responsabilidade, o que faltou a Fátima Bezerra, a coveira do RN. Procura-se um governador para o Rio Grande do Norte em 2026! Pelo que Walter diz teremos duas eleições no próximo, uma em abril e outra em outubro.
O RN está sem rumo, sem jeito e ninguém quer essa bomba no próximo ano. Sentar na cadeira de governador por 9 meses depois de Fátima é um suicídio político. Embora não acredite que um Alves vai abrir mão de poder, Walter parece disposto a não assumir.