O prefeito de Recife João Campos resolveu inovar: transformou concurso público em linha do tempo flexível. Três anos depois do certame, o candidato reaparece com laudo, muda de modalidade e salta da 63ª posição para o topo da fila. Milagre administrativo. Só tem dois detalhes, o pai do candidato é juiz de uma vara que investiga corrupção da prefeitura.
Tudo “regular”, dizem. Com carimbo, despacho e assinatura. A velha liturgia do poder que se explica em notas técnicas e se entende nos bastidores. É assim que a esquerda gosta de operar.
Nada de novo em Pernambuco. João Campos é herdeiro da 4ª geração de uma oligarquia do atraso. Seu bisavô Miguel Arraes, no século passado já era atrasado. Muda o discurso, troca o marketing, mas o método é o mesmo: o Estado como herança.
É por isso que entra fácil na lista. Não é só um caso. É um sistema. João Campos é a verdadeira nota de R$ 3.