O Senador Rogério Marinho (PL-RN) utilizou a tribuna da CPMI dos Descontos no INSS para fazer um balanço incisivo das investigações, na que seria a última reunião do ano da comissão. Em sua fala, o parlamentar criticou duramente o que chamou de "blindagem clara", acusando o PT e a base do governo de impedirem a oitiva de pessoas ligadas ao esquema de fraudes.
Assista abaixo:
O foco principal das suspeitas levantadas pelo senador recaiu sobre a família do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com menções a Fábio Lula da Silva, o filho, e Frei Chico, o irmão.
Suspeitas sobre o filho de Lula
O Senador Marinho mencionou que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que está preso, teria feito pagamentos mensais ao filho do presidente. O parlamentar alegou ter recebido pela imprensa a informação de que "o filho do Lula recebeu mesário do careca", referindo-se ao ex-dirigente do INSS.
Marinho criticou veementemente a votação contrária da maioria da CPMI, composta por membros do governo, que barrou o depoimento de Fábio Lula da Silva. O Senador declarou: "Nós aqui infelizmente tivemos que aceitar a blindagem porque a maioria dos senhores aqui presente. votou contra a oitiva né a trazer o senhor Fábio Lula da Silva aqui para explicar o que aconteceu".
Envolvimento do irmão de Lula e seletividade da AGU
Marinho também levantou questionamentos sobre a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), acusando o órgão de ter agido com seletividade no início das investigações.
O parlamentar citou que a entidade Cindap, que "por coincidência tem o Frei Chico como vice-presidente", foi inicialmente deixada de lado no rol das entidades a serem investigadas pela AGU.
Ele reforçou a suspeita ao citar uma reportagem que indicava que o chefe da AGU teria "ignorado alerta sobre o sindicato do irmão de Lula no esquema". O senador afirmou que só houve uma atitude por parte dos órgãos competentes após a atuação e a determinação da Polícia Federal.
Conclusão e Futuro da CPMI
O Senador Marinho classificou a ação como um "verdadeiro assalto" contra o trabalhador e reforçou a necessidade de combater as "entidades picaretas".
Apesar da alegada blindagem, ele defendeu que a CPMI prestou um serviço importante e conquistou uma vitória significativa ao conseguir a aprovação para o fim dos descontos associativos obrigatórios.
O Senador concluiu, assegurando à sociedade que, em sua visão, a comissão terá resultados e "não vai terminar em pizza".
Você pode assistir à íntegra da fala do senador Rogério Marinho aqui: [[https://youtu.be/rjRemmnvOAY](https://youtu.be/rjRemmnvOAY)]