Depois de demitir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e de encaminhar o retorno de Gleisi Hoffmann ao governo, Lula disse a auxiliares e aliados, nesta semana, que vai demitir a ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves.
Especialista em gênero e em enfrentamento à violência contra mulheres, a ativista caiu em desgraça no governo ao se enredar numa série de denúncias de assédio no ministério que comanda. Ela é alvo de processos na Comissão de Ética da Presidência da República.
Recentemente, Felipe Frazão divulgou, no Estadão, áudios em que a ministra parece reclamar de ser constantemente acionada por Lula, Rui Costa e pela primeira-dama Janja. Esses fatores, combinados, consolidaram em Lula o desejo de exonerar a ministra.
“A demissão só não ocorreu ainda porque o presidente está avaliando os nomes”, diz um interlocutor do Planalto.
Segundo auxiliares de Lula, a senadora Teresa Leitão é um dos nomes cotados. Sua nomeação para o ministério de Lula abriria caminho para que o ex-deputado Silvio Costa, suplente dela na Casa e pai do ministro Silvio Costa Filho, assumisse o mandato no Senado.
Outro nome na disputa é o da ministra Luciana Santos, que balança na Ciência e Tecnologia.
Há ainda um movimento para que Lula encontre uma mulher evangélica para o posto, abrindo caminho para tentar uma nova aproximação com a igreja, hoje praticamente dominada por bolsonaristas.
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