A Polícia Federal e o Ministério Público avançaram na investigação sobre a presença de máfias italianas, como a Cosa Nostra e a 'Ndrangheta , no Rio Grande do Norte , onde organizações criminosas estariam lavando dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes. O esquema envolve a compra de imóveis, restaurantes e empresas de fachada para ocultar recursos ilícitos, segunda reportagens nacionais, publicadas pel'O Globo e pela Revista Oeste.
O caso ganhou força após a separação de Sara da Silva Barros, ex-mulher do mafioso Giuseppe Bruno, que foi admitida ter sido laranja do esquema. Em abril de 2022, ela registrou um boletim de ocorrência, acusando Bruno de agressões físicas e psicológicas, além de detalhar seu envolvimento na estrutura criminosa.
Antes disso, ela foi usada para abrir negócios em Natal, incluindo a pizzaria e cafeteria Italia, que não prosperou. Documentos e informações obtidas com a denúncia ajudaram o pesquisador a aprofundar a conexão entre a máfia e o Nordeste brasileiro.
Um dos maiores esquemas identificados envolve Giuseppe Calvaruso, apontado como “tesoureiro” da Cosa Nostra, que movimentou R$ 300 milhões em Natal e João Pessoa por meio da empresa América Latina Hemisfério Investimentos Imobiliários. As autoridades também investigam a participação de Anselmo Limeira de Oliveira, ex-assessor parlamentar da Câmara de João Pessoa, suspeito de intermediar a compra de imóveis e fornecer documentos falsos.
Diante da expansão da máfia na região, o Ministério da Justiça estuda a criação de um “código antimáfia” , desenvolvendo o fortalecimento do combate ao crime organizado internacionalmente no Brasil.