O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, divulgou planos militares secretos em um grupo de bate-papo que incluía um jornalista, numa grave falha de segurança, confirmou a Casa Branca nesta segunda-feira, 24. A declaração do governo americano ocorre horas após o editor-chefe da The Atlantic, Jeffrey Goldberg, afirmar que havia sido adicionado por engano pelo conselheiro de Segurança Nacional, Michael Waltz, à conversa no aplicativo de mensagens comerciais Signal.
“Neste momento, o tópico de mensagens que foi relatado parece ser autêntico, e estamos revisando como um número inadvertido foi adicionado à cadeia”, disse Brian Hughes, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, em uma declaração por e-mail, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha afirmado que sabia de “nada sobre isso”.
O jornalista advertiu que “as informações contidas neles, se tivessem sido lidas por um adversário dos Estados Unidos, poderiam ter sido usadas para prejudicar o pessoal militar e de inteligência americano, particularmente no Oriente Médio mais amplo”. Quase uma semana mais tarde, Hegseth anunciou no sábado, 22, que “as primeiras detonações no Iêmen seriam sentidas duas horas depois, às 13h45, horário do leste”.
Por volta do horário programado, bombardeios foram relatados em Sana, capital do Iêmen. A operação tinha como objetivo enfraquecer os rebeldes Hutis, que têm atacado navios dos EUA no Mar Vermelho.
“Até o texto de Hegseth no sábado, era principalmente uma troca de mensagens de texto sobre procedimentos e políticas. Então, virou planos de guerra, e para ser honesto, isso me deu um arrepio na espinha”, escreveu Goldberg, que não compartilhou detalhes sensíveis incluídos nas trocas de mensagem.