A camanha de Unimed virou uma guerra que extrapolou os muros da cooperativa. Radicalismo e piruetas marcam o pleito.
São dois candidatos, Ricardo Queiroz da situação e Márcio Rêgo oposição. Marcio largou na frente com ampla vantagem, pesquisas realizadas por sua campanha na Perfil chagaram a marcar 30 pontos de diferença, caiu para 17, depois para 7 pontos. Na Consult, Ricardo está na frente, virou.
A trajetória da campanha de Márcio é engraçada, ele achou que venceu antes do pleito. Passou a brigar com vários médicos, inclusive de sua especialidade, ortopedia (talvez seja a categoria que ele vai perder por votos). Prometeu trazer profissionais de fora para gerir o plano, isso causou a ira dos funcionários, aí prometeu que vai manter todo mundo. Hoje, os funcionários da Unimed criaram antipatia terrível contra o candidato.
A instabilidade emocional de Márcio, que agora faz vídeo como sendo "vítima", pegou muito mal. A Unimed precisa de experiência, de alguém que consiga lidar com situações difíceis sem perder a cabeça ou ficar dando cavalo de pau.
Essa campanha da Unimed tem que servir de lição, a "política" é diferente, o público é qualificado. Saber lidar com os contrários e ser menos emocional. Durante todo o processo eleitoral, Márcio demonstrou ser bom para comandar uma torcida organizada, mas o que a Unimed necessita é de um bom administrador, de sensatez, jogo de cintura, ideias baseadas em estudos e não na emoção.
A eleição é segunda-feira (31), são quase 1.500 eleitores. 200.000 mil vidas dependem da Unimed, tem um hospital novo que é o maior do estado. É uma rede complexa que precisa de experiência e equilíbrio, por isso Ricardo Queiroz disparou agora na reta final. Sempre ganha quem erra menos, Márcio abusou de errar.