Na manifestação de defesa apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira (6), 13 nomes foram solicitados como testemunhas no caso que apura seu suposto envolvimento para instaurar um golpe de Estado no país. A notícia é da CNN Brasil.
Entre as testemunhas incluídas no rol, os advogados do ex-mandatário adicionaram o aliado de Bolsonaro e governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). E o senador potiguar Rogério Marinho, do PL.
Tarcísio, que foi ministro da Infraestrutura no antigo governo, disse à CNN nesta sexta-feira (7) que aceita, “sem dúvida”, o convite.
Além do governador paulista, há outros cinco ex-ministros na lista: Gilson Machado, do Turismo, o ex-ministro da Saúde e hoje deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), e Ciro Nogueira (PP-PI), antigo ministro-chefe da Casa Civil. O nome do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente de Bolsonaro, também consta no documento.
Compõem os outros sete nomes o do advogado Amaury Feres Saad, acusado pela Polícia Federal (PF) de ser um dos autores da “minuta do golpe”; o do coronel Wagner Oliveira da Silva, representante da Aeronáutica que na Comissão de Transparência Eleitoral, que verificou a veracidade do resultado das eleições de 2022; Renato de Lima França, ex-subchefe para Assuntos Jurídicos do governo Bolsonaro; o general Freire Gomes e o brigadeiro Carlos de Almeida Batista Júnior, que teriam negado aderir ao suposto golpe; general Júlio César de Arruda, ex-comandante do Exército citado no relatório final da PF, e Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro.