Os Estados Unidos, na figura de Donald Trump, aplicaram a mais dolorosa das sanções a oito ministros do STF, veto absoluto ao Mickey, ao Pato Donald e ao Pateta. Nada de selfies em frente ao castelo da Cinderela, nada de churros de dólar e muito menos de orelhinhas brilhantes com glitter. A toga ficou barrada na terra do Tio Sam.
A turma do Supremo, que até pouco tempo mandava e desmandava como se fosse dona da Constituição, e da paciência do brasileiro, agora está de castigo internacional. Proibidos de pisar em solo americano, os ministros vão precisar se contentar com o Beto Carrero World, o parque onde, em vez de, It’s a small world,, o som ambiente é um berrante chamando para o show de cavalaria.
Trump foi direto, quem age como político disfarçado de juiz vai ser tratado como tal. O recado veio sem rodeios e sem espaço para habeas corpus. E assim, os nobres togados terão que trocar o Magic Kingdom pela montanha-russa do Velho Oeste. Se quiserem fantasia, que comprem no camelô de Brasília.
No fim das contas, a punição foi mais simbólica que jurídica, mas atingiu onde dói, no privilégio do passaporte diplomático e da vaidade internacional. E talvez, só talvez, seja hora de os ministros refletirem se vale mais a pena fazer justiça ou brincar de governar, porque, pelo visto, até o Mickey perdeu a paciência.